MATERNIDADES TORTURADAS:
UMA ANÁLISE DA MATERNIDADE COMO AGRAVANTE DA TORTURA NA DITADURA MILITAR BRASILEIRA (1964-1985)
Palavras-chave:
maternidade, ditadura militar, gênero, direitos humanosResumo
O artigo analisa como o gênero e a maternidade foram utilizados como uma violência própria infligida aos corpos femininos, através da discussão de diversos estágios da maternidade, com base na história de três diferentes mulheres, unidas pelo desafio do maternar no regime militar e suas realidades frente às prisões ilegais e torturas comuns à ditadura militar, foi possível realizar uma análise das questões de gênero pertinentes ao contexto feminino dessa luta. Assim, a pesquisa realizada se propõe a investigar a partir da memória e de documentos trajetórias femininas, como a de Esmeraldina Cunha, Maria Amélia Teles e Izabel Fávero, a transgressão dessas ao padrão feminino da época e as graves violações de direitos humanos direcionadas a elas. Como sujeitos sociais que resistiram ao terrorismo de estado em uma sociedade profundamente patriarcal em que apenas não cumprir papéis definidos pela sociedade já era uma declaração a segurança nacional e aos bons costumes e morais da época.
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