O acesso à saúde pública brasileira por estrangeiros não residentes como forma de observância ao princípio da dignidade da pessoa humana

Autores

  • Leonardo Bocchi Costa Universidade Estadual do Norte do Paraná
  • Nathalia da Fonseca Campos Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Resumo

 A presente pesquisa tem como finalidade a análise acerca do acesso à saúde pública brasileira por estrangeiros não residentes no Brasil, partindo do pressuposto de ser o direto à saúde um direito fundamental, e, a partir disso, concluir que a restrição a esse direito viola diretamente o princípio da dignidade da pessoa humana e, com isso, o Estado Democrático de Direito brasileiro. Para isso, será feita uma abordagem acerca da evolução histórica das políticas públicas de saúde no Brasil, analisando, a partir disso, o direito à saúde como direito fundamental, para que possa ser abordado, consoante os princípios constitucionais e dos direitos humanos, o alcance dos direitos fundamentais brasileiros no que concerne aos estrangeiros não residentes. Este trabalho utilizou como métodos de abordagem os métodos dedutivo e histórico-evolutivo, além de pesquisas indiretas documental e bibliográfica. A partir do estudo, concluiu-se que há inconstitucionalidade flagrante nas arguições orçamentárias para que seja restringido o direito fundamental à saúde aos estrangeiros não-residentes, podendo-se observar o interesse do Estado brasileiro na manutenção da omissão dos Poderes no que diz respeito ao assunto abordado, uma vez existindo conveniência financeira em ter menos pessoas submetidas ao serviço público.

Biografia do Autor

Nathalia da Fonseca Campos, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Graduanda em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Campus Londrina. Pesquisadora em bioética e biodireito.

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Publicado

12/07/2021 — Atualizado em 16/07/2021

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Artigos